sexta-feira, 27 de abril de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ontem foi assim

choveu que se fartou, e chuva é coisinha para não me dar vontadinha nenhuma de sair de casa. 
mas bem, tinha o almoço com o C & o D cá em casa e queria mesmo fazer uma refeição como deve ser. já tinha pensado no dia anterior o que havia de fazer, batatas no forno talvez, o D adora batatas, tal como eu. depois pareceu-me demasiado fonhónhó, tinha que ser qualquer coisa melhorzinha, além que houve um dia que fizemos o jantar cá em casa e foi exactamente batatas no forno com cebola e beringela. quando acordei ontem de manhã ainda sem saber o que fazer para o almoço lá tive a brilhante ideia de fazer a receita de almôndegas da minha mãe. arrisquei e telefonei à minha mãe às 9 horas de um feriado, coisa que requereu coragem da minha parte. estava bem disposta, é o que vale. lá me disse a receita, quando ela fez a lista dos ingredientes reparei que me faltavam todos, até o raio do esparguete integral e das coisas para o molho de tomate para acompanhar as ditas almôndegas me faltava. bolas, tinha que sair de casa e ir às compras. preparei-me para sair num ápice, sem tomar duche nem nada e com uma cara de sono que só visto. verifiquei o horário dos autocarros, havia um dali a 5 minutos e por isso saí de casa à pressa. cheguei à paragem e reparei que não havia ninguém à espera do autocarro, achei estranho e verifiquei o horário outra vez. esperta como sou não vi o horário nos dias de feriado e afinal não havia autocarro àquela hora, só dali a uns 15 minutos. resolvi ir a pé, apesar da chuva que não parava. queria chegar a casa às 11 para preparar as coisas com tempo, tomar banho e essas coisas todas. já disse que estava a chover e um frio impossível? pois, estava mesmo. houve uma altura que me apeteceu voltar atrás para a paragem e esperar pelo autocarro, mas não o fiz, ainda bem. depois de uns 20 minutos a pé lá cheguei ao mini-preço, toda a gente podia ver em que corredores é que tinha andado porque tinha as botas molhadas deixavam pegadas por todo o lado, tadinhas das empregadas que tiveram que limpar, nem no feriado! lá fiz as compras que tinha a fazer. a porra do tofu é cara como tudo, já para não falar das amêndoas! só sei que fiquei com 5€ na carteira, mai nada. mas estava feliz, ía fazer as melhores almôndegas para eles.
o saco das compras pesava e a volta para casa o caminho é todo a subir, mas uma subida bem jeitosa. deu-me a moleza e entretanto começou a chover com mais força. fui até à paragem de autocarro mais próxima dali, o próximo autocarro era dali a 15/20 minutos e chegava a casa às 11h se apanhasse aquele. sentei-me um bocado na paragem, mas depois não conseguia estar quieta, ora me levantava para ver se o raio do autocarro lá vinha, ora verificava o horário mais umas trezentas vezes, queria que autocarro chegasse já! resolvi andar até à próxima paragem, só para matar o tempo. depois até à outra. até que resolvi andar com o saco pesado numa mão e o guarda-chuva noutra e lá me fiz ao raio da subida. quem me conhece sabe que odeio guarda-chuvas, evito-os a todo o custo nem que para isso me molhe um bocadinho, mas santo guarda chuva, ontem valeu-me muito! não me impediu de chegar a casa meio molhada, mas se não o tivesse provavelmente tinha ficado encharcada e arranjava uma bonita constipação.
bem, finalmente cheguei molhada, suada e a precisar urgentemente de um banho bem quentinho. depois lá fui para a cozinha começar a preparar as coisas para o almoço. correu tudo bem, até me admirei. não parti nada, não queimei nada nem ficou nada salgado, nada. consegui acabar tudo antes de virem, pôr a mesa, temperar a salada (experimentem temperar com sal, bastante limão, azeite, alho bem miudinho e levedura de cerveja - yummy! é do melhor, tenho dito!), pôr a fazer o pão na máquina para a tarde, lavar e limpar a loiça toda e deixar a cozinha toda limpinha. i was so proud of myself
lá chegaram os meninos, e parecia que já não nos víamos há imenso tempo. quando eles chegam e estamos juntos fica tudo bem, sei lá. é uma sensação esquisita que me deixa quentinha e aconchegada por dentro.
fomos almoçar e quando tirei as almôndegas do forno choveram"wow's", confesso cheirava muito bem e tinha muito bom aspecto (devia ter tirado foto, mas uma pessoa nem se lembra dessas coisas nestas alturas). comemos e estava mesmo muito bom, não é para me gabar. o D cada garfada que punha à boca saia um "está tão bom Maria, está mesmo muito bom!", acabou por dizer que foram as melhores almôndegas que comeu! eu não sou muito boa a lidar com elogios, não sei bem onde me enfiar, o que dizer e com que cara ficar, mas soube-me bem. e sabem, nem é o meu dote para a cozinha que fez com que as almôndegas soubessem tão bem, não são as melhores almôndegas do mundo de certeza (estão lá quase! just kidding, haha), não foi graças à minha habilidade que a comida lhes soube tão bem, disso eu sei. as almôndegas ficaram boas e souberam bem porque tinham uma boa mão cheia de carinho e foram feitas com amor. isto soa muito lamechas. não é? só que é mesmo verdade. e eu não precisei dizer-lhes da minha viagem à chuva para ir comprar os ingredientes, nem em como aquela subida de volta de matou, nem em como o saco pesava e eu estava com frio. não precisei dizer-lhes porque não foi nada. não me custou nada. a alegria que me deu a deixa-lhos satisfeitos foi muiiito maior, eu é que lhes fico em dívida. a felicidade que eles me dão só pela companhia deles e por serem meus amigos é muito superior. e isto é a pura das verdades.

escusado será dizer que a tarde passou a correr e foi passada entre imensas gargalhadas e muitas histórias interessantes que foram contadas. muitos sonhos partilhados e muitas frases começadas com "quando vivermos na mesma casa..", "quando formos juntos viajar aqui, ali e acolá". mas isto é tema para outro dia.
depois lá se foram embora por que tinha mesmo que ser, para tristeza minha. lá choveram os abraços de despedida e as refilices de sempre (que é história para outro dia). fico sempre um bocadinho tristinha quando se vão embora e ao mesmo tempo feliz porque o dia foi muito bom e sei que eles também adoraram.

amanhã à tarde há mais (incluindo explicação de Biofísica, blhac). sábado o dia todo há mais. há sempre mais e é sempre bom, muito bom.

resumindo e concluindo, este mundo não é só feito de sapos. não é, eu sei. sei porque tenho dois amigos príncipes.

(um prémio para quem leu isto tudo até ao fim e não vomitou. aliás, um prémio para quem leu isto tudo até ao fim, ponto final. pelos uma pessoa vai ler e eu já sei quem é, ahah.)

amazed

Acabei de ver o "The Artist" e estou mais que impressionada. Jean Dujardin, i love you! E a banda sonora? E o fofo do cão? E tudo o resto? 
Aposto que todos temos um bocadinho de inveja de não termos vivido naquela época dourada. Não sei, mas naquela 1h e 40 minutos eu fui dos anos 30 e adorei. 

Palavras para quê? :)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

liberdade

fogo, ainda bem que é feriado! não me vou pôr a dissertar sobre o 25 de abril, não se preocupem.

liberdade é eu amanhã não ter que ir às aulas. ou melhor, liberdade é eu ter a possibilidade de ir às aulas, pense lá da maneira que eu quiser, tenha lá os ideais que eu tiver. isto só para me não virem cá chatear a dizer que sou insensível e mais não sei o quê. mas pronto, amanhã não há aulas gaita! por isso é que estou aqui até estas horas.

amanhã o C & e o D (a partir de agora C&D, faire attention) vêm cá almoçar e passar a tarde. e isso, isso sabe-me pela vida. e talvez à tarde a gente vá fazer disto para o centro comercial mais próximo. sim, que os centros comerciais não são o local mais divertido para se passar com amigos, a não seja que seja a fazer disto, e disto e disto. opá, eles até acharam a ideia hilariante, só falta convencê-los a pôr a ideia em prática, até porque só falta Portugal alinhar e temos mesmo que ser nós os primeiros!

QUEM NÃO CARREGA NOS LINKS É UM OVO PODRE! Have a nice day ;)

F's

(24.04.2012)

O meu professor de práticas laboratoriais é um máximo. Dá nomes às pessoas conforme as caras, não lhe interessa nada os nomes que as pessoas realmente têm, ele diz que assim não os decora, tem que dar o nome que ele quer. Ora então a mim calhou-me Fátima, sim, Fá-ti-ma! (que por acaso é o nome da minha roommie, que por coincidência é também aluna deste meu professor só que em estágio). E não é que o homem passa a vida a chamar-me Fátima? Não gosto nada. Chama a Sofia de Célia, chama a outra Sofia de Teresa, chama a Laura de Raquel e a Sónia de Joana, chama o Vasco de Mauro. Só o João e a Rita é que se safaram. Eu (em jeito de vingança) disse-lhe que ele tinha cara de Virgílio, não me parece que tenha gostado muito do novo nome porque veio atrás de mim em jeito de me dar um pontapé. Teve a sua graça.
Bem, só sei que ás tantas no outro dia no laboratório, enquanto alguns estavam a ser avaliados no procedimento de colocação da sonda nasogástrica, eu e alguns colegas resolvemos jogar ao ninja - um jogo muito divertido e silencioso - sim, devíamos estar a estudar o procedimento da aula seguinte, mas não estávamos. Tínhamos o cuidado de disfarçar mal o professor se virava para nós, óbvio. Houve uma altura em que ninguém reparou que o homenzinho se virou e pronto, fomos apanhados. Ele com o seu sorriso matreiro começou a perguntar-nos os nomes para apontar no seu bloquinho - senti-me como se estivesse na primeira classe e tivesse sido apanhada a jogar à sardinha em plena aula, uma criancice - isto para nos relembrar que o comportamento é um factor importante nas aulas. Se bem que não estávamos a interromper ou a incomodar ninguém lá tivemos que dar a mão à palmatória. Todos lá disseram o nome a mau grado. Quando chegou a minha vez respondi "Fátima". Claro está que a sala toda começou a rir e ele topou-me logo. Mas ainda gostava de o ter visto no final da aula à procura do nome "Fátima" na lista da turma para fazer uma notinha de mau comportamento (credo, é mesmo à primária! só falta a caderneta! que vergonha!).

Enfim, a aula passada passei de Fátima a Filomena, coisa em que o emendei logo, ao que ele diz "És os F's, os F's assentam-te bem!". Hoje voltou a ser Fátima. Por causa das coisas o nome que pus no registo da minha pseudo-paciente foi Fátima Filomena Fernandes Fonseca. Não quero que falte nada ao Sr. Professor, seja F's então!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

ora então mais um selinho

Liebster Award

Enviado pela querida Amélie, uma enfermeira rumo à aventura em França, tem um blogue bem amoroso e acolhedor que de certeza vão adorar. O desafio é contar 5 factos aleatórios sobre mim (já tinha feito uma coisa igual aqui), ora então vamos lá:

  • Ando numa de só vestir saias, bye bye jeans.
  • Um dos meus sonhos é trabalhar numa missão humanitária em África, a longo prazo.
  • Não bebo bebidas alcoólicas, nem nunca bebi.
  • Desde miúda que adorava aprender a tocar violino.
  • Ando a ler 3 livros ao mesmo tempo, é uma coisa normal em mim, não se preocupem.


Vou passar este selinho aos seguintes bloggers:
Obrigada Amélie ;)

lovely

em falar em algálias, a minha roommie chega a casa com a seguinte conversa:

Roommie: Maria, hoje finalmente coloquei um catéter urinário!
Eu: Jura??? Que sortuda! Homem ou mulher?
Roommie: Mulher!
Eu: Foi difícil encontrar a uretra?
Roommie: Mais ou menos, mas dei com a coisa à primeira!
Eu: Aww, estou tão orgulhosa de ti!

sem tirar nem pôr. o resto da conversa foram pormenores mais sórdidos que vos poupo de ler. claro está que a minha roommie também é estudante de enfermagem, só que ela é do 2º ano e está em estágio, a sortuda! nunca mais chega a minha vez!

enfermagem, i love you

como é que é possível que o procedimento da colocação de um catéter urinário (aka sonda vesical aka algália - este nome é tão feio, blhac) esteja a ser o meu preferido até agora? é por treinarmos em bonequinhos com pilinhas e pipis* de borracha, não é? 

cheira-me que não vai ser nada assim com pilinhas e pipis a sério. 

*linguagem altamente científica usada pelo meu Professor preferido, mas que caso fosse confrontado pelo uso de tal linguagem negaria veemente tal coisa - palavras dele. 

domingo, 22 de abril de 2012

maybe dreams come true

aprender a tocar violino sozinha é impossível, não é?

mas pronto, eu gosto de tentar impossíveis. agora é só esperar pelo violino do D. :)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

i promise

vou tentar não postar nos dias em que até meto nojo de tão feliz. é que depois nos outros dias eu própria me sinto nauseada quando leio o que escrevo.

pura amizade é:

sempre que faço comida para os "meus" dois meninos (o C. e o D. - a partir de agora C&D) sair sempre com mau aspecto e eles gostarem sempre, comerem e repetirem e elogiarem sempre os meu dotes culinários. 
é eu não ter dinheiro para pagar as fardas para o estágio e eles querem pagá-las à força toda.
é eu ir de autocarro para casa e eles me telefonarem para sair do autocarro porque me querem levar de carro até casa "porque está a chover, porque demora muito tempo de autocarro, porque vais sozinha".
é o D. dar explicações de Biofísica ao nosso grupinho e toda a gente lhe pagar e eu ser a única a quem ele se recusa receber dinheiro.
é eu referir que nunca tinha provado anonas e eles me comprarem uma mega anona para eu provar num dia ao calhas.
é o C. me enfiar uma anona na mala da escola "porque tu adoras e comprámos mais a pensar em ti".
é irmos ao mercado os três juntos comprar vegetais e frutas às 8h da manhã antes das aulas.
é passarmos imenso tempo a conversar sobre tudo e coisa nenhuma e nos saber sempre a pouco.
é eles irem embora e eu ficar quase de beicinho.
é fazermos campeonatos de Uno até às tantas e rirmos que nem desalmados.
é falarmos das histórias e episódios das nossas avós e rirmos que nem desalmados.
é termos os mesmos princípios de vida, interesses e objectivos. 
é eles irem alguns fins-de-semana à terra e os dias parecerem longos e desinteressantes porque eles não estão.
é eu encontrá-los na biblioteca da escola de vez em quando e o meu dia melhorar exponencialmente.
é não sabermos a cor ou filme preferido uns dos outros e isso não interferir nada.
é não termos nenhuma foto juntos e isso não nos incomodar.

eu gosto muito deles, dá para notar?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

tenho o coração cheio de gratidão. e por hoje é só.

(e não estou apaixonada, só para que fique escrito)

terça-feira, 17 de abril de 2012

mas que porra é esta

que porra é esta que o Universo resolve atacar-nos o tempo todo com "casais fofinhos", demonstrações de afecto alheias, suspiros pelos cantos e sorrisos apaixonados em cada esquina? eu sei que é primavera, eu sei que apesar de estar a chover lá fora a malta teima em ter o sol no coração e tralalalás, mas porra, porque raio é que resolvem todos espetar-me a felicidade na cara tipo recado cósmico? eu já percebi, é lindo, sabe bem e deixa a malta de borboletas no estômago e outras coisas mais lindas, coisas essas inexplicáveis pelo que me contam. mas a sério? a sério que eu tenho mesmo que assistir a tudo e perceber que afinal até é bonito e não magoa só? é que agora não, por favor. agora não posso. agora não quero. agora tenho medo. um medo gigante. e venham cá dizer-me que não se pode ter medo, que as coisas boas da vida são para aproveitar, que tem que se arriscar e que quem não tenta nunca sabe o que poderia ter vivido; venham cá dizer-me dessas coisas que estou farta de ouvir e são capazes de sair com uma cana do nariz partida. 

não é querer fazer-me de coitadinha. a sério, não é. não sou coitadinha nenhuma. só fico chateada porque me vêm sempre com aquelas frases de filme feitas "segue o teu coração", "se não arriscares nunca sabes" e tretas do costume. "segue o teu coração" é só a frase mais idiota de sempre, para não dizer altamente parola, mas pronto, parolice uma pessoa dá desconto, agora estupidez aguda não. o coração não sabe nada, nada, nada. se eu seguisse o meu coração já tinha morto alguém, já era mãe de três filhos (sim, tive uma fase na adolescência que queria ser mãe à força toda, era o que o meu coração estúpido me dizia - alguém teve a decência de me meter juízo), já tinha feito uma enorme quantidade de parvoíces que não me íam levar a lado nenhum. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9), se tiverem que aprender alguma coisa da Bíblia aprendam isto. 

eu tenho medo. eu não quero arriscar. eu não quero bater com o nariz na porta. não quero espetar-me ao comprido no chão. não tenho perfil para me atirar de um precipício sem saber como está o mar. já fui assim, já não sou. não estou a fechar a porta a essas coisas todas bonitas, estou a abri-la mas fico dentro de casa sossegadinha. eu sei que isto vai parecer ridiculo a, provavelmente, toda a gente que ler isto, temos pena. isto sou eu. 

domingo, 15 de abril de 2012

mister D

o pesadelo do outro dia comparado com o de hoje não foi nada. o de hoje foi com alguém de quem gosto muito, alguém que é relativamente novo na minha vida e que já tem um lugar no meu coração para sempre. e para sempre é coisa séria. 

foi tão mau que eu chorava descontroladamente no sonho e acordei de lágrimas nos olhos. contei à minha roommate e quase que chorei ao relatar-lhe o pesadelo. mais tarde contei à minha mãe e feita parva não consegui evitar o choro ao contar-lhe. a minha mãe ficou de lágrimas nos olhos e disse-me "tu estás apaixonada", "não, não estou" respondi-lhe. acho que ela não acreditou em mim. eu também não tenho a certeza se acredito. não sei, mas quero muito acreditar.



e pronto

fui descoberta. mas vá, porque quis, só para que fique claro.