segunda-feira, 18 de março de 2013

tirem-me deste filme

tenho coisas melhores para fazer, tipo estudar e saber mais uns quantos fármacos, começar a escrever a reflexão que tenho que entregar esta semana e começar a trabalhar no estudo de caso para entregar daqui a umas semanas. coisas para fazer não me faltam, juro. mas apetece-me é não fazer nenhum. nicles. ponta de chavo. ponta de corno. niente.



pois então é isso que me propus a fazer, nada de jeito. fui ao site maravilha (wareztuga) e queria ver uma comédia - e quem me conhece sabe que este não é o meu género, mas pronto, enfim, apetecia-me fugir à regra. e lá procurei. escolhi uns 3 e depois pensei "escolho o que tiver maior classificação no imdb", nenhum chegava a 7 - o que já anuncia má coisa. escolhi o que tinha 6,9. que pela sinopse que li nem sequer me parecia uma comédia, mas enfim, não me apetecia procurar mais e já me estava a lixar se o filme fosse mau, podia sempre parar e escolher outro.

ora então cá estamos. a ver um filme que começa com ele a descobrir que tem cancro e que tem pouco mais de um ano de vida - que cómico. depois vai a umas palestras na faculdade sobre a morte - ahahah!  onde está também uma miúda gira a quem ele começa a fazer olhinhos e tal. depois de algum esforço ele convence-a a sair com ele e pronto, começam a namorar. muito lindo até ele estar um dia no duche e ela andar a arrumar a casa dele e descobrir vários livros sobre o que é ter uma doença terminal, vai ter com ele ao chuveiro, chama-lhe tudo e mais alguma coisa e sai muito furiosa da vida - muito típico, certo? pois, mas não acaba aqui. ele vai atrás dela pela rua fora - claro. ela refila, refilam os dois, ele não percebe porquê que ela está assim, gritos, rolam os dois no chão - nem sequer estou a brincar - e ela lá lhe explica. acham que ela está chateada por ele ter uma doença terminal e andar com ela sem lhe dizer nada? não! ela está chateada porque acha que ele anda só com ela por pena e por interesse. pena do quê perguntam vocês. pena porque ela tem um cancro nos ovários que se está a alastrar por todo o corpo -.- sim, não estou a gozar. ele diz-lhe que também tem uma doença terminal, ela fica assim meio parva a olhar para ele. agora estou na parte em que eles estão abraçados e ela chora. há mesmo um filme assim, nem estou a brincar. melhor, há mesmo um filme assim na secção de COMÉDIA! o wareztuga conhece bem o meu tipo de humor, é que já me fartei de rir só a escrever isto.

ainda nem cheguei a meio do filme, mas já adivinho o fim: morrem juntos de mão dada num hospital. vá, não sei, vai não vai ainda se curam os dois e vivem felizes para sempre. fogo, vou mesmo ver o filme até ao fim, nem estou a gozar.


what are you doin' today, pumpkin pie? :)*


foi a mensagem que eu lhe mandei.
vai estudar. porra. temos o dia livre, estudámos ontem, estamos em estágio e vai estudar outra vez. raios, só queria metade da força de vontade dele.

*é claro que o pumpkin pie é altamente irónico.

domingo, 17 de março de 2013

opá

morria se algum deles descobrisse este blog. morria mesmo.
era como tivessem acesso livre aos meus pensamentos, até os mais maldosos. que coisa horrível.

para compensar


não vou apanhar boleia com ele, vou de autocarro. esteja frio, esteja a chover. no meu nariz mando eu.

há dias assim


em que nos sentimos desenamorados e desapaixonados. porque ele nos irrita, porque ele se irrita connosco, por falta de paciência para sentimentos maiores. fogo, que ele enerva-me tanto ás vezes que só me apetece mandá-lo passear ao bilhar grande e dizer-lhe que não gosto dele porque ele é um chato. 

eu sei que amanhã já era capaz de me arrepender, porque sei que é só irritação do momento e porque provavelmente me está para vir o período e já sei como consigo ser bipolar nesta altura do mês.

pfff, acabou de aparecer a janelinha do Skype a dizer que ele está online. oh que raio de nervos, já não bastava ele estar a uma mesa de distância e eu evitar ao máximo olhar para ele tinha também que aparecer no ecrã do meu computador, credo. --- inacreditavelmente, no momento que estava a escrever isto levantou-se ele e o C para me perguntarem se queria ir dar uma volta para espairecer. a minha vontade de dar uma volta com eles: 0. a minha resposta: ok. oh céus, sou tão parva. só serviu para lhe mostrar que não estava com paciência para ele e que o estava a evitar ao máximo visto que o pouco que falei foi para o C. as figuras de parva que eu faço não têm preço.

a minha vontade é ir comprar um pacote de gomas, ir para casa, pôr-me debaixo de um cobertor e ver algo que me faça rir. isso ou chorar só para aliviar a tensão e depois cortar o meu cabelo sozinha*. mas não posso. não posso porque estou dependente da boleia dele até à paragem do autocarro. está a chover, está frio, ir a pé está fora de questão.. ir de táxi além de ridiculo é caro. oh vidinha, mas porquê que eu vim para aqui hoje? gaitice!

quinta-feira, 14 de março de 2013

oh raio d'azar

ia procurar uma Inês* no facebook, alguém que conheci hoje e com quem gostei muito de falar e que me pediu para a adicionar. pois então lá pus no lindinho motor de busca "Inês".. nem me deu tempo de escrever o segundo nome, apareceu logo aquela Inês. invariavelmente tive que abrir a conta dela visto a Inês** (até digo o nome dela assim com a boca meio torta, como quem teve um avc, tal é a aversãozita que me causa) ter uma foto nova. juro que nem era para ir ver, mas teve que ser. ao entrar no facebook dela até me sobem assim uns arrepios maus, sei lá, ela enerva-me. ela provavelmente nem sonha, mas enerva-me e dá-me assim uma coisa má (sim, vocabulário muito técnico, eu sei) na barriga sempre que a vejo e me lembro do que ela significa. ou melhor, do que ela significou para o D. 

opá, é ciumite? é. é feio? pois é. é idiota? completamente. irracional? é capaz. mas é exactamente o que sinto. saber que ela fez parte de uma altura da vida dele, que partilhou coisas que eu não partilhei, que ele gostou dela, que ela o magoou, que ela é tão estúpida (graças a Deus!) que o deixou ir e se esqueceu - enerva-me. é que ela tem que ser estúpida, tem mesmo. 
o que me enerva mais é que ela vai estar sempre lá, a espreitar, lá colada no passado dele. porque invariavelmente lá ele refere o nome dela quando conta alguma história do passado, ela esteve lá presente, riram juntos, aprenderam juntos, andaram de mãos dadas (argh!) e coisas do género (que nem sei o que possam ser - dá-me raiva só de pensar). atormenta-me que ele se lembre dela, que possa ter saudades. que se lembre da voz dela, de como tocaram guitarra ou iam às compras juntos, de como ela lia para ele e daquilo que ele lhe ensinou. atormenta-me, pronto.

pior mesmo é quando eu faço qualquer coisa e ele diz "ah, a Inês também achava/dizia/fazia isso". senhores, só não pego fogo porque não calha. reacções que já tive a essas bonitas comparações: dizer "pois, mas eu não sou a Inês" - péssimo, péssimo, péssimo, mostra logo recalcamento, a evitar no futuro; revirar os olhos - se a anterior é má esta não lhe fica atrás, evitar igualmente; fingir que não ouvi - normalmente a mais usada; sorriso amarelo - também das mais usadas. sim, é dificil disfarçar, mas tem que ser. até porque é ridículo ter ciúmes, principalmente de alguém que nem é meu namorado (talvez se fosse a coisa deixasse de me atormentar). shame on me.

no, he's not. but back off anyway.



estou desgraçada da minha vida, valha-nos santa ciumite!

*nome fictício. ou não, quem sabe.
** não fiquem as possíveis Inezes leitoras deste blogue ofendidas, quem conhece uma "Inês" não as conhece todas.

(posts em que me refiro à mesma pessoa: aquiaquiaqui e aqui).

quarta-feira, 13 de março de 2013

ai mãezinha

que já devia estar a dormir que amanhã tenho que estar de pé às 6.30 da matina.

mas porquê que eu não tenho sono quando devo, porquê? raio parta.

terça-feira, 12 de março de 2013

D


unfortunetly, i'm not gifted enough to sing a song for you - or even as bold enough to say to you everything that i feel.

but i have other gifts, and tomorrow i'm going to show through one of them a bit of my heart. i'm sure you'll not understand it, because i pretend everything is okay and normal.

since here you can't hear me, let me just tell you: i like you, so very much. and truly, how wonderful life is now you're in the world

terça-feira, 5 de março de 2013

downtown abbey [spoilers]


a sério? a sério???

oh my days, duas semanas a ver as 3 temporadas para o último episódio ser assim? 

mas que raiva! eu toda "aww" quando vi a Mary e o Matthew com o seu bebé, ele completamente babado e a serem um casal assim mesmo fofo, para depois acabar assim? for heaven's sake, dear me!

haja pingo de felicidade no dia de hoje, raio de coisa.

definition of myself: insanity


aguentei no serviço a meio de uma conversa com a professora coordenadora e a doente que segui durante o dia, aguentei na paragem do autocarro, aguentei no autocarro, aguentei no caminho para casa, aguentei quando o C me perguntou o que se passava e me tentou ligar. aguentei até chegar ao quarto. e pronto, de repente comecei a chorar com cara feia, muitas lágrimas e efeitos sonoros incluídos. trinta segundos depois pensei: "mas porque raio estás tu a chorar assim à bebé?", e a meio do meu choro começo a rir à gargalhada com a figura de parva que estava a fazer. um farrapinho emocional, é o que eu estou hoje. (é o que dá acumular durante muito tempo - estúpida!)

não, sanidade mental não abunda por estes lados. tenham medo, muito medo.

domingo, 3 de março de 2013

o medo é uma cena que a mim não me assiste*


estou no centro comercial do costume a fingir que estudo (vá, até estudei um bocado, mais do que se tivesse ficado em casa) com a companhia do costume, o C e o D.

o D é tão lindinho, ai. gaita. às vezes dá vontade de o encher de beijinhos e coisas assim. coisas assim a atirar pró parvas. e olho assim para ele de vez em quando, enquanto penso aquilo que não lhe posso dizer. ele não suspeita de nada. não é tão fixe? ele sabe lá as vezes que eu em pensamento lhe digo "gosto de ti, assim de maneira especial, sabes?" - acabei de o fazer e ele não sabe, não suspeita, não ouve, não vê nada. coitado. (ou será mais coitada? coitada de mim, que sou parva!). e pronto, assim me entretenho e sorrio para mim feita.. parva, porque é mesmo o que eu sou, uma parva.

estão os dois mesmo à minha frente. morria se ele lesse isto, morria de vergonha - seria um momento "terra traga-me", como diz a uma amiga minha espanhola.

isto sim é correr riscos, basta um virar-se de repente, levantar-se ou coisa que o valha e puf, sou apanhada.

opá, sou assim uma rapariga que adora correr riscos como se vê. sou tão corajosa! (ou estúpida, ainda não sei bem a diferença).

este amor é parvo, definitivamente.


*ou lá como o outro do anúncio dizia - devia ser mais ou menos isso.

sexta-feira, 1 de março de 2013

i'm not an island


há dias que me apercebo que mudei muito nos últimos dois anos. e apercebo-me que nem todas as mudanças foram positivas. eu não sou uma ilha, não sobrevivo sem pessoas, sem as minhas pessoas. mas ás vezes acho que sim, que sou muito independente e que me desenrasco bem sozinha. mentira. ninguém sobrevive sozinho, eu própria sei disso. nem sempre me apercebo que esta minha mania magoa as pessoas à minha volta. ou até que as afasta. e depois quando se afastam é que eu tomo consciência que esta minha mania de ser independente, que vejo como uma protecção, é uma maldição. tenho medo. o medo é irracional mas pode, e deve, ser controlado. tenho medo de gostar demais, de me dar demais, de estar em risco de ser magoada. mas quem é que não está sempre em risco quando gosta, quando se dá? todos, ninguém escapa. o risco é tão grande para mim como para os outros. não sou uma mártir, não sou a única a enfrentar riscos. o risco de ser magoada pode ser tão grande como o de vir a magoar. e é isso que eu faço, magoo, quando acho que não preciso de ninguém e que me desenvencilho sozinha. afasto as pessoas, as que mais gosto - por mais que me custe a admitir. 

desculpa. sim, é para ti. 
desculpa por muitas vezes mostrar que não és essencial. todos os meus amigos são essenciais, tu também. as circunstâncias mudam, as pessoas mudam, a distância muda-nos - de uma maneira ou de outra. mas eu gosto muito de ti, mesmo não estando presente - porque nem sempre a vida nos permite.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

estágio

começou o temido e ansiado primeiro estágio de enfermagem.. levanto-me às 6h, apanho autocarro às 7.15h, chego ao hospital às 7.40h, espero uns bons 5 minutos pelo elevador (está fora de questão subir 7 andares de escadas - sim, o exercício faz muito bem mas garanto que no estágio tenho exercício suficiente), 10 minutos para fardar e arrumar tudo no cacifo (pequeno cacifo esse que tem que dar para 7 alunos), às 8h em ponto no gabinete de enfermagem pronta para assistir à passagem de turno. ontem foi o primeiro dia que assisti à passagem de turno, excusado será dizer que muita coisa me escapou.. era só siglazinhas fofas e tumores para ali, sondas vesicais para acolá (dos quase 30 dentes que lá estavam ontem, 29 estavam algaliados - o lindo serviço em que eu calhei, vou ver pipis e pilinhas todos os dias, provavelmente nos piores estados possíveis..). ficámos assim a saber que a maioria dos doentes do nosso serviço tem tumores e morrem muitos com infecções.
pelo que nos disseram houve um doente a que que lhe foi amputado o pénis por causa de um tumor. para terem uma ideia ponham no google "tumor do pénis" e dêem uma vista de olhos nas imagens. já está? aposto que agora vão voltar com outra satisfação para o vosso trabalho e vão olhar para o vosso dito órgão ou o do vosso companheiro com alegria e alívio. de nada, sempre às ordens.

agora vocês perguntam-se: mas Maria, se te levantas tão cedo o quê que estás a fazer acordada?
pois. adormeci de tarde quando cheguei hoje do hospital visto ter-me deitado tarde a noite anterior e estar com as pernas moídinhas de tanto tempo em pé, agora estou com sérios problemas em adormecer. amanhã que é o dia que o estágio começa mesmo a sério, que vamos estar com os doentes e ajudar os enfermeiros a prestar cuidados, vou estar com sono..

pus-me a ver vídeos de penteados que posso fazer com o cabelo atado. já que tenho que andar com ele assim todos os dias ao menos que arranje maneira de parecer mais bonitinha. sim, porque já basta parecer uma padeira com a farda. onde vão os tempos em que as enfermeiras usavam vestido e aquela coisinha fofa na cabeça que lhes dava um toque feminino.. bons tempos!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

estava aqui a pensar


enquanto estou com o meu orgulho ferido, que se algum dia ele me magoa, se algum dia ele me deixa ferida, será só uma vez. my heart takes a lot, but not everything. and definitly can't take any more stabbing. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

what the heck is happenning??


ora então, ontem, dia dos namorados, casou-se uma rapariga que eu conheci lá nos nortes da europa. até nem seria uma coisa de outro mundo, se eu não tivesse assistido à primeira vez que ela conheceu o marido (que na altura estava quase estava noivo de outra pessoa - parece que depois não correu tão bem, vá se lá perceber) e se ela não tivesse menos um ano que eu.

ora então está bem, universo. ora então está bem. estamos todos doidinhos ou eu é que estou a ficar velha?

eu sabia que isto um dia ia começar a acontecer, só não estava à espera que fosse já. isto de começar a ver casamentos e noivados all around me está a começar a dar-me um bocadinho de comichão. mas pronto, é coisa leve, coisa que passa.

(note to self: mas porque raio é que praticamente todos os casamentos que vejo escolhem sempre aquela cor de vinho feínha que dói? acham mesmo que não há mais cores que dêem com branco no dia de casamento? pronto, era só uma dúvida existencial minha. ah! já para não falar em casar no dia dos namorados.. a sério? pronto, está bem. se calhar são só as minhas comichões que acham isto tudo uma piroseira pegada.)


estive à procura de uma imagem fofa para pôr aqui. entretanto, depois de tanta foto fofinha de casamento enjoei. sim, sou chatinha.