domingo, 3 de agosto de 2014

gordas e feias

estava a passear-me pelo facebook quando vejo que um rapaz com quem andei no secundário, aquele típico rapaz que acha que é giro mas não é e que cada vez que abre a boca saem daquelas pérolas que toda a gente fica "porquê que não te calas?", arranjou uma namorada. tudo bem até aqui, qualquer idiota já arranja namorada, já tinha chegado a essa conclusão quando vi o meu pai casar-se a segunda vez, nada de novo. a questão é que tive mesmo dificuldade em olhar para a foto, a rapariga é tão mas tão feia. e sim, venham cá dizer-me que estou a ser superficial, estou porque tenho olhos na cara. ela é feia que dói, é mesmo. e toda a gente sabe que o aspecto não tem nada a ver com o carácter, nem vou entrar por aí que não vale a pena, ela é bem capaz de poder ser a melhor rapariga de sempre (que não é, sou eu de certeza - ha-ha-ha), mas também é bem capaz de ser das mais feias. e pronto, tinha que despejar a minha dose de veneno diária, tinha que tirar este peso do peito, extravasar esta crueldade para algum lado. porque é feio e de mau tom dizer estas coisas em voz alta.

mas pronto, ela é feia mas não é gorda, é magra. também não podia ser tudo negativo. e tenho que dizer uma coisa, que provavelmente muita gente discorda, mas antes gorda que feia. e juro que não estou a dizer isto só por ser gorda.

melhor que isso tudo é mesmo ser uma pessoa interessante, gira e com curvas nos sítios certos. isso e o euromilhões.


estou de férias, tenho direito a não dizer nada de jeito, deixem-me!

terça-feira, 29 de julho de 2014

hoje é dia de António Zambujo

(e de praia, primeira vez do ano, yey!)

 e estou tão desejosa de o ver ao vivo, finalmente!

 

oh não

a minha irmã mais nova tem uma conta no ask.fm e o meu irmão tem um canal de youtube. tirem-me deste filme, os meus irmãos já são adolescentes oficialmente.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

raivinha

Estou a ter o meu momento de raiva da noite. Primeiro porque já devia estar a dormir há uma hora, só vou dormir 4 horas e ainda tenho que estudar quando me levantar, é deveras triste.

Mas claro que o meu principal motivo de raiva não é esse, é eu sentir-me enganada. Estou tão cansada de gente mentirosa egoísta. Só me apetece fazer coisas que não posso, tipo mandar alguém apanhar no dito, é feio e pouco classy, but who cares!

Tinha dois exames amanhã. Já só vou fazer um. Nem sei porquê que ainda me inscrevo para dois neste época, é o terceiro ano que o faço e nunca dá resultado. Fazer o mesmo erro várias vezes é a minha especialidade.

F

as in Fuck you.

domingo, 27 de julho de 2014

Meu rico pingo doce

Há um gajo tão bom e alto que trabalha no pingo doce ao pé de minha casa que sempre que lá vou olho discretamente para todo o lado a ver se o vejo. É mesmo giros para mal dos meus pecados deve ter namorada. E mesmo que não tivesse, a maneira como vou vestida até lá, quando passei o dia todo enfiada em casa a estudar, também não abona a meu favor: leggins todas velhas, camisola enorme e sem soutien (não, nada sexy eu sei), chinelos, e pior, bandolete no cabelo.. eu sei, o desastre.
Quando entrei lá estava ele na caixa, alto, forte, muita giro com um quê de tímido e eu juro que o meu coração acelerou um bocadinho e esbocei um sorriso. Depois lembrei-me que estava completamente anti-sexy e quase fiquei chateada comigo própria.
Fui só buscar umas pilhas para a máquina de calcular para os exames de amanhã e pus-me obviamente na fila para a caixa dele, que era a única aberta. Deixei uma senhora que vinha cheia de compras ir para a caixa primeiro, só para poder estar ali e ir olhando para ele, juro que sentia o perfume dele, tão bom. Mas o plano saiu-me furado.. ele virou-se para mim (eu sei, isto tinha tudo para ser bom..) e disse-me "olhe se quiser pode ir para a caixa atrás de mim que abriu agora". Só me apeteceu dizer-lhe "não, não quero, mas um filho teu já queria", mas relutantemente lá peguei nas pilhas e lhe disse obrigada. Deu para lhe ver o rabo (sim, sou uma comum pecadora, olhei), é bom. E ele é giro que dói, já disse?

Estou a tentar não conectar o facto de que o outro também tem um part-time no pingo doce, que também é alto e um quê de tímido, que é giro e que tem um rabo bom. Naaa, não tem nada a ver.

(Filho da puta do subconsciente).

fingir força

é o que sempre fiz, a vida toda. fazer tripas coração, provavelmente algo que aprendi com a minha mãe. e agora tenho que fingir outra vez, porque também aprendi, que ás vezes fingimos durante tanto tempo que acabamos por acreditar e acaba por resultar de alguma maneira. eu preciso que resulte. fingir que apesar de saber que não resulta, que remar sozinha não dá, que não há nem vai haver "nós", fingir que isso não me magoa, que mais uma vez estou com o coração nas mãos a tentar pô-lo de volta no lugar.

eu só pedia que aquele dia tivesse durado mais tempo. mas já sei que "o tempo não pára, o tempo é coisa rara e a gente só repara, quando ele já passou. (...) vou pedir ao tempo, que me dê mais tempo para olhar para ti".


sexta-feira, 25 de julho de 2014

la même histoire

tenho uma vontade enorme de me perder por aí. não sei, andar e andar. correr. até não saber onde estou. de dançar na rua à noite, ao som de música francesa. podia ser em paris, talvez.

não pertenço a lugar nenhum. é uma sensação estranha. estranha mas boa. não sei se algum dia vou querer pertencer a algum lugar, gosto da ideia da procura constante. há pessoas que pertencem a lugares, a outras pessoas, a hábitos. eu não pertenço a coisa nenhuma. sinto-me solta do mundo, dos outros.

há pessoas que têm pedacinhos meus. mas não lhes pertenço por inteiro, ninguém me tem por inteiro. como se eu fosse um tipo qualquer de matéria que se desintegra e se distribui. ele ganhou um bocadinho meu. hoje quis muito ter esse bocadinho que lhe dei de volta. mas não funciona assim, uma vez dado nunca mais volta para nós. por outro lado quero que ele o guarde, que olhe para ele e que tenha saudades, que se lembre do sorriso que lhe dei enquanto o via na minha varanda a fumar, sem camisola, e quando me olhou enquanto  deixava o fumo escapar-lhe por entre os lábios e me dizia "não quero que me vejas assim" e eu lhe dei o meu melhor sorriso e lhe disse "eu gosto de ti todo, até desse hábito horrivel". e depois beijei-o pela milésima vez nesse dia. naquele sorriso, naquele olhar, e em cada beijo foi um bocadinho meu. quero que ele o guarde para sempre, que se recorde dele com nostalgia, ou então que me o devolva. obliviation. no fundo é o que todos tememos, ser esquecidos. 

não pertenço a lugar nenhum. não pertenço a ninguém. só em bocadinhos. andam bocadinhos meus distribuídos por aí, pelo mundo. por isso é que não pertenço a lugar nenhum e a ninguém.

provavelmente nada disto faz sentido, não é suposto fazer. hoje vou adormecer na varanda, enrolada numa manta, enquanto ouço "la même histoire" em repeat. vou ver o sol nascer.acabei o último cigarro.

faz-me bem estar assim sozinha às vezes. sabe-me tão bem. 




quinta-feira, 24 de julho de 2014

mesmo fixe era

eu não estar apaixonada outra vez.
 "eia, outra vez? então mas apaixonaste assim com facilidade?" não. demorei coisa de um ano a desintoxicar-me da última. foi só das dores mais profundas que já senti, para que fique registado. mas consegui. e prefiro não ver a pessoa em questão (o D, acho que era assim que eu chamava) por uns bons meses ainda.
agora, se esta história consegue ser muito mais disparatada? consegue, bem mais! eu tenho tendência para arranjar chatices, sei lá, é que nem são elas que me procuram, eu maior parte das vezes procuro-as, é fantástico.

appetite for destruction

não punha os pés aqui há mais de um ano, sou mesmo fixe. depois chego aqui leio algumas coisas e fico "oh meu deus, que pudicazinha chata, que vidinha sem piada nenhuma, mas há mesmo alguém que se interesse em ler isto?". eu canso-me de mim própria, é quase um problema crónico. a minha vontade foi apagar tudo o que escrevi alguma vez aqui e começar de novo. tenho imensas crises existenciais destas. mas posso dizer, hand on heart, que mudei bastante. e ainda estou em processo metamorfósico (não sei se a palavra existe e também não quero saber, you get the idea). (ah, a parte de meter frases em inglês no meio do que digo continua, há manias irritantes que não se podem perder). 

ainda pensei começar um novo blogue, mas isso dava muito trabalho. tinha que fazer uma nova conta, mudar tudo o que sigo para lá e começar do zero (já me cansei só de pensar, para verem o estado em que estou). 

por isso o começo novo é a partir deste post. que se lixe. 

olá, sou a Maria, tenho 24 anos e a minha vida tem sido uma montanha russa, não daquelas super exciting, daquelas meh. mas estou cansada do meh, e ultimamente ando com tendências meio destrutivas (se eu acrescentasse "auto" antes da última palavra parecia muito depressivo né? não é essa a intenção) e para descobrir um monte de coisas novas que andei estes anos todos de vida púdica e recatada sem experimentar (acalmem essas mentes conspurcadas, ok?). 

por agora é só isto, sayonara. 


terça-feira, 18 de junho de 2013

pinch me please

a minha colega de quarto acabou de entrar para me dizer, com a maior naturalidade do mundo: "Maria, fiz batido com a tua fruta, queres um bocadinho?"

não sei bem se ela anda a dar-lhe nos ácidos ou se é para os apanhados. tirem-me deste filme.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

em processo de cura

nunca pensei que fosse ser assim. aliás, até acalentei a esperança que nem fosse preciso curar-me, achava não estar infectada. mas estou. cada vez menos, é verdade - e isso é que me surpreende. e o micróbiozinho é que me está a dar o antibiótico para acabar com a maldita infecção que ele provocou, não é fantástico? é verdade. antibiótico dos fortes, dos que mata e não deixa ficar pontinha de coisa ruim. demora a fazer o efeito desejado, mas menos do que estava à espera. em duas semanas deixei de ser cega, de repente parece que consigo detectar-lhe todas as imperfeiçõezinhas qual microscópio. recuperar a vista é meio caminho andado para a recuperação, consigo ver o micróbio tal como ele é, feionho.

sim, tudo simbolismos. apeteceu-me assim.
malDito micróbio.

olé

hoje apercebi-me que a minha vida tem sido tudo menos desinteressante. enquanto estava a regar a horta (baaaam, a regar a horta! tomem lá que desta não estavam à espera!) dei-me conta que a minha vida tem sido tudo menos monótona ou a seguir o mesmo percurso meio enfadonho de toda a gente. dei as minhas voltas, fiz desvios, aprendi, dei cabeçadas, aprendi muito. eu tenho tido uma sorte do caraças. tenho mesmo.

eu tenho uma vida interessante e tudo menos monótona e só hoje é que notei. 

domingo, 19 de maio de 2013

nova semana

nova vida, pleeeeeeease, pretty please!

esta última semana foi um pesadelo. aliás, estas duas últimas semanas foram as piores do ano até agora, diga-se. esperemos que tenham mesmo sido as piores, porque já chorei o suficiente para o ano todo, não me parece que consiga chorar mais. mas é melhor ficar calada para não dar mais azar.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

não acredito que vou dizer isto

mas até nem me importava de conhecer a Inês. aposto que se calhar a vida dela não foi muito fácil.
mulher sofre.

what i wanted to say but i'm too polite


you're an asshole. you're making it pretty easy for me not to like you that much, really.

here you go stupid feelings, take that on your face and dieeeee!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

ok ok ok

eu não sou assim tão boa pessoa como quis fazer crer no último post. não sou. devia lembrar-me mais vezes que estou na situação que estou por nem ser sempre boazinha e por ter atitudes menos recomendáveis, ok.

o que não lhe dá a desculpa de ser ingrato e não me responder. arre, chiça, bolas, fogo, gaita, possa!

fico fula da vida

com gente ingrata. é que há poucas coisas que irritem mais do que a ingratidão.

é que uma pessoa oferece ajuda, é boazinha considerando a situação, sacrifica-se em prol dos outros, faz das tripas coração e a resposta que recebe é:                                       (cri cri cri cri - é o som de fundo - NÃO HÁ PORCARIA DE UMA RESPOSTA!)

era uma chapada todos os dias, há gente que lhes calha uma pessoa fantástica (cof cof - tem dias) como eu a ser toda amiguinha, melhor que o euromilhões, e ainda se dão ao luxo de não responderem durante dois dias. ele há coisas que a sério. é que até parece que eu é que lhe estou a fazer um favor. não há cu que aguente.


terça-feira, 14 de maio de 2013

jóias destas



e é destas coisas lindas que apanho no meu facebook, twin souls everywhere, stinking horrible cheesy love. 
blhac blhac blhac.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

rehab

fazer desintoxicação de pessoas não é fácil, não é não. hábitos que precisam de ser quebrados, outros que precisam ser praticados. preciso urgentemente de conhecer gente nova, de sair e jantar fora. de me divertir!