sábado, 1 de outubro de 2011

Praxe, A Cru(z)


Opção 1: ou isto é mesmo muito engraçado e eu não tenho sentido nenhum de humor e não percebo qual é a piada de ter gente (ainda por cima mais nova que eu) a gritar-me aos ouvidos e a mandar-me fazer coisas para lá de idiotas. Conclusão: devo ser anormal.

Opção 2: ou isto é realmente muito estúpido e maior parte do pessoal é parvo e não tem noção de diversão porque pelos vistos adora palavrões berrados aos ouvidos e ficar de quatro uma hora e rebolar na relva e levar com ovos e outras coisas pegajosas em cima. "Ui vamos todos ser praxados que isto é que é giro!" é o que mais ouço, logo este pessoal ou tem graves distúrbios (e quando ouço gente do 2º, 3º e 4º anos a dizer que adoravam estar no nosso lugar porque "ui isto é que é giro e vocês sabem lá a sorte que têm em ser humilhados!"? Dá-me vontade de os desancar, a sério) ou então.. Conclusão: devo ser anormal.

Opção 3: ou a primeira semana é uma adaptação e eu estou a levar isto muito a peito, isto de nos ofenderem segundo sim segundo não e o resto todo que vocês devem saber, e pronto tenho que levar as coisas na brincadeira e coisa e tal e acabar por gostar (não sei até que ponto não me desiludo a mim própria se acabo por gostar desta bodega - o que também não é muito normal).

Opção 4: ou então falto a todas as praxes e falsifico as assinaturas no meu B.I. só para não me chatearem muito, é que somos 300 e tal caloiros e tenho fé que eles não notem.

Opção 5: ou cago para isto e declaro-me anti-praxe e dedico o meu tempo a fazer o que me propus a fazer quando me candidatei, ora admirem-se: es-tu-dar e vir a ser uma enfermeira decente! Eu sei eu sei, devo ser anormal, é que ir para o Ensino Superior em Coimbra estando no primeiro ano e estudar a sério é coisa muito anormal para muito boa gente que para aí anda. O que é chato é mesmo perder o direito ao traje, é tão giro pá, gosto mesmo.

5 comentários:

clara disse...

Fui às praxes no primeiro dia, depois faleti o resto da semana. Ninguém deu conta. Também acho uma parvoíce e não foi essa semana que me impediu de me adptar ou sociabilizar.

Don Draper disse...

so podes estar em coimbra.
onde ando nao se faz nem um decimo disso e é super porreiro.
de resto, perder o direito ao traje, lol.
eu ja os tinha mandado à merda ha muito tempo

Maria disse...

Clara, só fui a uma praxe organizada e achei uma idiotice pegada. Depois faltei às outras mas não me escapei de ser praxada dentro de um auditório em que nos fecharam a todos sem ar condicionado. Enfim, a mim duvido que me apanhem noutra.

Don Draper, Coimbra é o berço da tradição, logo eles aqui gostam de abusar. Na sexta estive em Lisboa e vi pessoal a ser praxado e não tem nada a ver, mesmo.
O traje é giro e eu gosto, dá-me pena mas não seria por isso que ía deixar de me declarar anti-praxe, óbvio.

Mia disse...

És cá das minhas! Mas digo-te que tens azar com as tuas 'doutoras'. Isto porque, no meu curso, o ano passado quando eu entrei, também tive. Elas não sabiam minimamente o que fazer, era uma a gritar e a dar ordens e as outras a dizer que não era aquilo que era suposto fazer. Mas nunca nos disseram que eramos obrigados a ir à praxe. E eramos poucos. Eu preferi ir ao café com os doutores que quiseram ir também, do que ser praxada. Mas verdade seja dita, também só houve 2 dias de praxe. E não achei nada de mais, mandaram nos cantar e fazer coregorafias.

Por isso eu digo, nem todas as praxes em Coimbr são o que as pintam. Este ano, apesar de ter sido praxada, não praxo. Não tenho pachorra. Mas estou lá ao lado. E quem quiser, pode estar lá ao lado também. Ninguém é obrigado a ser praxado, e se decidires ser praxado mas alguma coisa que te mandem fazer ultrapasse os teus limites, diz a alguém. Recusa-te a fazer.

As praxes em Lisboa também não são nada leves. E em Évora.

Mas o que eu queria mesmo dizer é que se alguma coisa for contra os teus principios, recusa-te a fazer. Ou então não vás. Se são assim tantos, ninguém vai reparar (digo eu :P no meu curso não reparavam, e eramos uns 15 a ser praxados lol)

No inicio também me ia declarar anti-praxe, mas depois também pensei no traje e continuei. A verdade é que chegou à queima e não havia dinheiro para o traje. Mas também não me chateia: é pesado, é demasiado quente, é demasiado caro para ser usado umas 4 vezes por ano. É só mesmo porque toda a gente usa. :)

Maria disse...

Mia, haja alguém que me entenda! Pois, eu cheira-me que como estudante pobretanas não vou ter dinheiro nem para um sapatinho do traje (que é logo das partes que gosto menos).. E não, já bati o pé duas vezes e quando digo que não faço não faço, acaba logo a conversa porque eu não excedo certos limites. Mas sim, dizer não a primeira vez quase que dói, custou-me um bocado mas foi :)